Parceria com Harvard garante digitalização de acervo audiovisual da Fundação

Com o projeto, público e pesquisadores poderão ter acesso a filmes sobre a construção de usinas hidrelétricas das décadas de 60/70 e registros da implementação da iluminação pública no Estado, entre outros.

Com um acervo de valor histórico inestimável que reúne milhares de documentos, imagens, mapas e arquivos audiovisuais, o Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Energia e Saneamento acaba de ter um projeto aprovado no Programa para Bibliotecas e Arquivos Latino Americanos (PLALA), da Fundação Andrew W. Mellow. Com a inclusão no programa, serão liberados 15 mil dólares para a digitalização do acervo audiovisual do Núcleo. O projeto deve começar ainda em 2013 e tornará a consulta ao material aberta ao público e pesquisadores.

O PLALA foi criado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Harvard com o intuito de fornecer subsídios que ampliem o acesso e/ou melhorem as condições das coleções dos arquivos e bibliotecas da América Latina. Com a verba, será possível realizar a telecinagem e conversão digital de cerca de 1800 fitas magnéticas (VHS, Umatic, Betacam) e 519 filmes em película. O acervo em audiovisual faz parte dos três maiores fundos de arquivo existentes na Instituição - Comgás, Cesp e Eletropaulo (sucessora da Light & Power Co.).

Dentre os materiais que compõem o acervo audiovisual, existem registros únicos da construção e inauguração das usinas hidrelétricas do Estado de São Paulo, como as de Jupiá (1969) e Capivara (1978), além de reportagens e filmes sobre enchentes em São Paulo de 1960 a 90. O arquivo a ser digitalizado ainda contempla documentários ambientais produzidos pelas empresas na década de 1980/90 e registros dos processos de implantação dos sistemas de abastecimento de água, de urbanização e iluminação pública no Estado.

A necessidade da digitalização do acervo surgiu pela escassez de peças e equipamentos que permitam a exibição dos filmes em película e fitas magnéticas, já que esta tecnologia deve estar extinta nos próximos anos. Além disso, no caso das películas, há a tendência de que o acervo sofra um inevitável processo de deterioração, tornando a conversão do acervo em documento digital inadiável. Após a finalização dos trâmites legais para a liberação do subsídio, a previsão é de que a digitalização do acervo audiovisual seja concluída em 10 meses.

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